sábado, 25 de abril de 2009

Posições verticais encurtam trabalho de parto

Estar deitada durante a dilatação prolonga o trabalho de parto em cerca de uma hora, segundo uma revisão de estudos do The Cochrane Collaboration. Mais vantajoso, dizem os investigadores, é que a grávida fique de pé, sentada ou caminhe durante este período.

Foram analisados 21 estudos realizados em países desenvolvidos, desde a década de 60, envolvendo 3706 mulheres. Verificou-se que adoptar posições verticais durante a primeira fase do trabalho de parto (dilatação) retira uma hora ao processo.

«Na maior parte dos países em vias de desenvolvimento, as mulheres podem estar de pé ou caminhar durante a primeira fase do trabalho de parto, sem que isso produza algum efeito secundário», revelou Annemarie Lawrence, do instituto de saúde materno-infantil do hospital de Townsville em Queensland, na Austrália. «Com base nestes resultados, recomendamos que as mulheres sejam encorajadas a escolher a posição que considerarem mais confortável, alertando-as de que devem evitar permanecer deitadas», sublinhou.

Este resultado vai ao encontro das recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS) para o parto normal. No documento elaborado pela OMS, a liberdade de posição e movimento durante o trabalho do parto e o estímulo a posições não supinas (deitadas) durante o trabalho de parto e parto são duas das medidas consideradas «úteis e que deviam ser encorajadas».

As posições verticais têm a ajuda da gravidade como vantagem. Alguns estudos têm demonstrado ainda que o facto de se estar deitada durante o trabalho de parto pode levar o útero a comprimir vasos sanguíneos, fazendo com que as contracções sejam menos eficazes.

A mulher passou a estar deitada e imóvel durante o parto com a medicalização do nascimento. A monitorização do feto e das contracções, os toques vaginais e a observação do parto são mais fáceis de realizar pelos profissionais de saúde se a grávida estiver deitada.

Por isso, muitas maternidades portuguesas ainda têm como regra deitar as mulheres a meio da dilatação. No entanto, algumas instituições já permitem a permanência em pé, desde que não exista qualquer complicação e que tal seja solicitado pela mulher.

Texto: Pais&Filhos

1 comentário:

BEBE ESTILOSO disse...

Adorei o blog.. virei sua seguidora! Da uma passadinha no meu tbem!

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